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Brumado participa de mobilização nacional para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Ação busca ampliar banco de perfis genéticos e ajudar na identificação de desaparecidos e de corpos ainda sem identidade confirmada

Brumado participa de mobilização nacional para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

A Coordenadoria Regional de Polícia Técnica de Brumado iniciou nesta segunda-feira (24) as atividades da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa segue até sexta-feira (28) e representa uma oportunidade importante para famílias que convivem com a ausência e a falta de respostas sobre o paradeiro de um familiar.

O objetivo é coletar material genético de parentes de pessoas desaparecidas para ampliar os bancos oficiais de perfis genéticos. Essas informações podem ser comparadas com perfis obtidos de pessoas localizadas e de corpos ainda não identificados.

Na prática, o DNA pode ajudar a estabelecer vínculos familiares e contribuir para solucionar casos que, em algumas situações, permanecem sem resposta durante anos.

Quem pode participar?

A mobilização é direcionada aos familiares de pessoas desaparecidas. Pais, filhos e irmãos biológicos estão entre os parentes prioritários para a coleta, devido à utilidade do vínculo genético no processo de comparação.

O material coletado não significa que uma identificação será encontrada imediatamente. Ele passa a integrar o trabalho pericial de comparação com informações disponíveis nos bancos oficiais, aumentando as possibilidades de identificação quando houver compatibilidade.

O que é necessário apresentar?

Os familiares interessados devem procurar a sede do Departamento de Polícia Técnica (DPT) levando um documento oficial com foto e uma cópia do Boletim de Ocorrência referente ao desaparecimento.

Também podem ser apresentados objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material biológico.

Esses itens serão avaliados pelos profissionais responsáveis para verificar se possuem condições técnicas de contribuir para a obtenção de um perfil genético.

Como é feita a coleta de DNA?

O procedimento é considerado simples, rápido e indolor.

Uma das formas utilizadas consiste na passagem de um swab — semelhante a um cotonete — pela parte interna da boca para recolher células da mucosa.

Dependendo do procedimento adotado pela equipe técnica, também poderá ser obtida uma pequena amostra de sangue.

Não é necessário estar em jejum para realizar a coleta.

O que acontece com o material depois?

As amostras coletadas pelas equipes de Brumado e Guanambi serão encaminhadas para laboratórios oficiais.

No laboratório, os especialistas realizam a análise do material para obtenção do perfil genético. Esses dados poderão posteriormente ser inseridos nos bancos utilizados para comparações relacionadas a pessoas desaparecidas e indivíduos ainda não identificados.

É justamente o cruzamento dessas informações que pode permitir que um perfil desconhecido seja relacionado geneticamente a determinada família.

DNA pode ajudar a devolver respostas às famílias

O desaparecimento de uma pessoa produz uma situação particularmente dolorosa: além da ausência, permanece a incerteza sobre o que aconteceu.

Por isso, a construção de bancos genéticos mais abrangentes é uma ferramenta importante para o trabalho de identificação.

Quanto maior a participação das famílias, maiores podem ser as possibilidades de cruzamento entre os perfis disponíveis — embora a coleta, por si só, não garanta que haverá correspondência ou identificação.

Para famílias que possuem uma pessoa desaparecida, a mobilização realizada em Brumado representa, portanto, uma oportunidade de fornecer uma informação genética que poderá ser decisiva caso exista ou venha a surgir um perfil compatível nos bancos oficiais.

Serviço de utilidade pública

A mobilização acontece até sexta-feira (28) na Coordenadoria Regional de Polícia Técnica de Brumado.

Familiares de pessoas desaparecidas devem procurar o DPT com documento oficial com foto e cópia do Boletim de Ocorrência do desaparecimento.

Se a família possuir objetos pessoais que possam conter material genético da pessoa desaparecida, eles também podem ser apresentados para avaliação da equipe.

 

Para quem procura um familiar desaparecido, fornecer uma amostra de DNA pode acrescentar uma informação essencial à investigação e, eventualmente, ajudar a transformar anos de incerteza em uma resposta.

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