Uma leitora, que preferiu não se identificar, entrou em contato para relatar uma situação delicada. Ela trabalha em um supermercado da região e está tendo um caso com o dono do estabelecimento. Agora, quer colocar um ponto final na relação, mas teme represálias, pois ele já insinuou que pode demiti-la. O que fazer nessa situação?


Seus direitos trabalhistas


No Brasil, a relação entre empregador e empregado deve ser estritamente profissional. Qualquer tipo de coação ou ameaça de demissão por conta de um relacionamento pessoal pode ser configurado como assédio moral. E se houver uma exigência para que o relacionamento continue sob ameaça de demissão, isso pode caracterizar assédio sexual, crime previsto no artigo 216-A do Código Penal.


Reunindo provas


Se o dono do supermercado realmente a ameaçou, é fundamental juntar provas, como mensagens de texto, gravações de áudio ou até testemunhas. Isso pode ser útil caso a situação precise ser levada à Justiça ou a órgãos competentes.


Denúncia no RH ou Sindicato


Se o supermercado possui um setor de Recursos Humanos, esse pode ser um canal para relatar o problema de forma confidencial. Outra alternativa é buscar o apoio do sindicato da categoria, que pode fornecer orientações e até mesmo intervir na situação.




Consultar um advogado trabalhista


Caso a ameaça de demissão se concretize, um advogado pode ajudar a ingressar com uma ação trabalhista por danos morais e assédio. Dependendo da gravidade do caso, também é possível apresentar uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT).


Procurar a Delegacia da Mulher


Se a ameaça for insistente ou houver risco de retaliação, registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher pode ser uma medida essencial. Isso cria um registro formal da situação e pode garantir maior proteção à vítima.


Apoio emocional é essencial


Além das medidas legais, buscar apoio de amigos, familiares ou até mesmo de um psicólogo pode ser importante para enfrentar esse momento com mais segurança. O isolamento só favorece o agressor, então não hesite em procurar ajuda.

A leitora tem direitos e opções para sair dessa situação sem prejuízos. O mais importante é agir com cautela, reunir provas e buscar orientação especializada.


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