
A corrida para a sucessão de Jair Bolsonaro já começou, e a mais nova pesquisa Genial/Quaest revelou um empate dentro da margem de erro entre Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle Bolsonaro (PL) e Pablo Marçal (PRTB) como os nomes mais cotados para representar a direita em 2026. Com Bolsonaro inelegível, o jogo político se intensifica. Vamos aos detalhes.
O que mostra a pesquisa?
Os três nomes aparecem com uma leve vantagem sobre os demais candidatos no levantamento:
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 15%
Michelle Bolsonaro (PL) - 14%
Pablo Marçal (PRTB) - 11%
Ratinho Júnior (PSD) - 9%
Eduardo Bolsonaro (PL) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Ronaldo Caiado (União) - 4%
Eduardo Leite (PSDB) - 3%
Outros candidatos - 1%
Nenhum desses - 19%
Não souberam ou não responderam - 16%
A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores entre 27 e 31 de março, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Quem é o favorito entre os eleitores de Bolsonaro?
Dentro do eleitorado fiel ao ex-presidente, Michelle Bolsonaro lidera com 26%, seguida de perto por Tarcísio, com 24%. Pablo Marçal aparece em terceiro, com 12%.
Entre os eleitores de Lula, a opção "nenhum desses" domina com 30%, mas nomes como Tarcísio e Ratinho Júnior também surgem com 10% cada.
Bolsonaro inelegível: o que isso significa para 2026?
Bolsonaro está inelegível até 2030 devido à condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo? Uma reunião com embaixadores em julho de 2022, onde ele atacou o sistema eleitoral sem apresentar provas. O advogado criminalista Carlos Dantas destaca que a reversão dessa decisão é pouco provável: "Bolsonaro interpôs recurso ao STF, mas o Supremo tem mantido as decisões do TSE em casos semelhantes".
O ex-presidente também se tornou réu no STF na semana passada por tentativa de golpe de Estado, o que pode estender ainda mais seu tempo fora das eleições caso seja condenado.
O futuro da direita em 2026
Tarcísio desponta como o herdeiro natural do bolsonarismo, e seu vice, Felício Ramuth, já declarou que a candidatura do governador de São Paulo à Presidência é um cenário "cada dia mais consolidado". Por outro lado, Michelle Bolsonaro também tem grande apoio dentro da base conservadora. Resta saber se Bolsonaro manterá a postura de "não passar o bastão para ninguém" ou se, com o tempo, irá apoiar um sucessor oficial.
O jogo político está aberto. Quem você acha que será o escolhido?
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