
As redes sociais fazem parte do dia a dia dos jovens, mas uma nova pesquisa revelou que o impacto do Instagram e do TikTok pode ser bem diferente entre meninos e meninas. Segundo o estudo da Universidade Pompeu Fabra (UPF) e da Universitat Oberta de Catalunya (UOC), na Espanha, as adolescentes são as mais afetadas psicologicamente pelo uso dessas plataformas.
Mas por que isso acontece? Vamos entender os detalhes.
A pressão estética e a busca por aprovação
O estudo aponta que as meninas sentem mais pressão para se encaixar em padrões de beleza nas redes sociais. Elas se preocupam mais com a aparência, se sentem mais observadas e buscam mais aprovação externa. Isso pode gerar insegurança e até afetar a autoestima.
Já os meninos, apesar de também serem impactados, não demonstram o mesmo nível de preocupação com a imagem e a aceitação social nesses espaços.
O lado positivo das redes sociais
Apesar do impacto psicológico negativo, os jovens enxergam benefícios no uso do Instagram e do TikTok. Segundo a pesquisa, eles valorizam:
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O senso de pertencimento a grupos;
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A liberdade para se expressar como são;
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A facilidade para se organizar coletivamente.
Ou seja, as redes sociais podem sim trazer conexões e oportunidades, mas o problema está no peso que algumas meninas sentem ao usá-las.
O algoritmo do TikTok influencia comportamentos?
Outro ponto importante levantado pelo estudo é o impacto do algoritmo do TikTok. Os pesquisadores alertam que essa rede social reforça estereótipos:
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Para as meninas, o feed é dominado por conteúdos de moda e beleza, o que pode afetar sua imagem corporal e autoestima.
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Para os meninos, o conteúdo é focado em esportes e competitividade, muitas vezes reforçando a ideia de masculinidade tóxica.
Ou seja, o algoritmo molda o que os jovens consomem e influencia seus comportamentos e crenças.
Como reduzir os impactos negativos?
A pesquisa sugere que é essencial fortalecer a educação emocional dos adolescentes e ensiná-los a usar as redes sociais de forma mais crítica. Isso significa questionar os conteúdos, entender o funcionamento dos algoritmos e evitar a comparação excessiva com padrões irreais.
Se você tem filhos ou convive com adolescentes, esse é um tema que merece atenção. O uso consciente das redes sociais pode fazer toda a diferença para a saúde mental dessa geração.
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