Após tragédia em Paramirim, veja cuidados para prevenir afogamentos
Morte de quatro crianças em reservatório chama atenção para riscos em açudes, barragens, piscinas e outros locais com água. Supervisão constante e barreiras de proteção podem evitar tragédias.
A morte de quatro crianças da mesma família em Paramirim, no Sudoeste da Bahia, reforça um alerta que precisa chegar principalmente às famílias que vivem próximas a açudes, barragens, represas e outros reservatórios.
O acidente aconteceu na tarde deste domingo (30), na comunidade de Salina Branca. Informações preliminares apontam que duas pessoas adultas e cinco crianças estavam em uma embarcação improvisada quando ocorreu o acidente. Uma criança foi retirada com vida, enquanto outras quatro morreram. As circunstâncias continuam sendo apuradas.
Criança perto da água exige supervisão constante
Uma das recomendações mais importantes é simples: crianças nunca devem ficar sozinhas perto da água, mesmo por poucos instantes.
O Ministério da Saúde orienta também que piscinas, poços, cisternas e outros reservatórios sejam protegidos de forma que crianças não consigam acessá-los sem a presença de um adulto.
A atenção deve ser ainda maior em lagoas e represas, onde muitas vezes não é possível saber visualmente a profundidade, a existência de buracos ou outras características perigosas do local.
Colete salva-vidas é fundamental
Em passeios de barco ou outras embarcações, a recomendação é utilizar colete salva-vidas adequado, inclusive para quem sabe nadar.
O Ministério da Saúde ressalta que o colete é mais seguro do que objetos improvisados de flutuação, como câmaras de pneus e boias de braço.
Também devem ser evitadas embarcações improvisadas ou estruturas que não tenham condições adequadas de segurança.
Saber nadar ajuda a reduzir riscos, mas não substitui supervisão, colete e prevenção.
Atenção especial aos reservatórios rurais
O perigo não existe apenas em piscinas.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde destacam que grande parte das mortes por afogamento no mundo ocorre em rios, lagos, poços, reservatórios domésticos e piscinas, com crianças e adolescentes de áreas rurais entre os grupos mais afetados.
Por isso, propriedades rurais com açudes, tanques, cisternas, poços ou reservatórios devem impedir, sempre que possível, o acesso desacompanhado de crianças.
Viu alguém se afogando? Cuidado ao tentar ajudar
Outro ponto fundamental é evitar que uma vítima se transforme em duas.
Pessoas sem treinamento não devem entrar impulsivamente na água para realizar um resgate, principalmente em locais profundos, com correnteza ou profundidade desconhecida.
Orientação divulgada pelo Samu de Feira de Santana recomenda que uma tentativa de resgate na água seja realizada somente por quem tenha capacidade e equipamentos adequados para fazê-la com segurança.
Em uma emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e o Samu pelo 192. A Secretaria da Saúde da Bahia confirma que afogamentos estão entre as situações para as quais o Samu 192 deve ser chamado.
Prevenção pode salvar vidas
Afogamentos podem acontecer rapidamente e, muitas vezes, de maneira silenciosa. Por isso, a principal estratégia continua sendo impedir que a situação de risco aconteça.
Supervisionar crianças, restringir o acesso a reservatórios, utilizar colete salva-vidas em embarcações, evitar locais de profundidade desconhecida e ensinar segurança na água são medidas que podem salvar vidas.
A tragédia de Paramirim deixa uma mensagem dolorosa para toda a região: onde existe água acessível a crianças, a prevenção precisa ser permanente.
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