Durante debate eleitoral, candidato à reeleição ao Senado afirmou que adversários representam o campo bolsonarista na Bahia e criticou tentativa de aproximação com eleitores do presidente Lula
O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, classificou a chapa de oposição na Bahia como “anti-Lula” e criticou a estratégia adotada por adversários na disputa pelo eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração foi feita durante o debate eleitoral promovido pela Band, ao comentar as movimentações das forças de oposição no cenário político baiano.
Para Wagner, apesar das tentativas de separar a eleição estadual da disputa nacional ou estabelecer aproximação com eleitores de Lula, a composição partidária dos adversários demonstraria alinhamento com o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu acho que a chapa de oposição é a chapa de Bolsonaro. Ficam escorregando, fingindo que não é. Todos os candidatos são basicamente anti-Lula. Essa aqui é a realidade”, afirmou Wagner, segundo reportagem publicada pelo jornal A Tarde.
O petista também argumentou que a tentativa de aproximação com o eleitorado lulista estaria relacionada à busca por votos em um estado onde Lula historicamente possui forte presença eleitoral.
“Mas como querem tentar ter voto do eleitor do Lula, ficam fazendo esse samba de desviar. Mas é só olhar a chapa”, declarou.
Wagner cita composição partidária
Durante sua argumentação, Wagner mencionou a presença de nomes ligados ao PL e ao Republicanos na composição adversária para sustentar sua avaliação política.
O senador também citou nominalmente Ângelo Coronel (PSD) e João Roma (PL) ao comentar o cenário eleitoral.
“Um senador do PL, o outro é do Republicanos. Então, na minha opinião, a chapa é a chapa anti-Lula”, afirmou.
A expressão utilizada por Wagner representa a avaliação política do próprio candidato e não uma classificação objetiva ou oficial dos integrantes da oposição.
Disputa nacional entra no debate baiano
A declaração evidencia uma das estratégias presentes na eleição baiana de 2026: a tentativa de relacionar as candidaturas estaduais aos principais campos políticos da disputa nacional.
Ao caracterizar os adversários como “anti-Lula”, Wagner procura estabelecer uma divisão clara entre o grupo governista e a oposição, vinculando o primeiro ao presidente Lula e o segundo ao campo bolsonarista.
Ao mesmo tempo, segundo a crítica apresentada pelo senador, integrantes da oposição estariam buscando dialogar com parcelas do eleitorado lulista sem assumir essa mesma vinculação política.
A discussão mostra que a relação entre política estadual e cenário nacional deverá ocupar espaço relevante na campanha eleitoral da Bahia, especialmente à medida que candidatos disputam não apenas votos próprios, mas também a identificação dos eleitores com lideranças nacionais.
As declarações foram dadas por Jaques Wagner durante o debate da Band e publicadas pelo A Tarde no domingo (9).