Exportações em ritmo acelerado e escalas curtas de abate sustentam expectativa positiva para os pecuaristas
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes em importantes regiões produtoras do país e segue com perspectiva de valorização no curto prazo. O cenário é impulsionado principalmente pelo encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos e pelo forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.
A combinação entre oferta mais ajustada e demanda aquecida tem mantido o mercado atento aos próximos movimentos dos compradores, especialmente da China, principal destino da proteína brasileira.
Exportações seguem em alta
Os embarques de carne bovina brasileira registraram crescimento expressivo em maio.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações renderam US$ 1,703 bilhão no período, considerando 20 dias úteis.
O volume embarcado alcançou 261,9 mil toneladas, enquanto o preço médio da tonelada chegou a US$ 6.505,10.
Na comparação com maio do ano passado, o valor médio diário exportado apresentou alta de 50,2%, reforçando o bom momento vivido pelo setor.
China continua no radar
O mercado acompanha de perto o comportamento das compras chinesas.
Existe expectativa de confirmação de que cerca de 80% da cota de exportação destinada ao Brasil já tenha sido preenchida, fator que pode influenciar diretamente o ritmo dos negócios nas próximas semanas.
A China permanece como um dos principais motores da demanda internacional pela carne bovina brasileira.
Decisão dos Estados Unidos anima setor
Outro fator que vem chamando atenção é a decisão dos Estados Unidos de manter a carne bovina brasileira isenta de tarifas.
Segundo analistas do setor, a medida está relacionada ao déficit de produção enfrentado pelos norte-americanos, o que aumenta a necessidade de importação da proteína.
O movimento é visto como mais um elemento de sustentação para os preços do boi gordo.
Cotações seguem estáveis
Os preços da arroba permaneceram firmes nas principais praças pecuárias do país.
Confira os valores registrados:
- São Paulo (Capital): R$ 355,00
- Goiânia (GO): R$ 330,00
- Uberaba (MG): R$ 325,00
- Dourados (MS): R$ 350,00
- Cuiabá (MT): R$ 355,00
- Vilhena (RO): R$ 335,00
As cotações ficaram estáveis em relação à semana anterior, demonstrando equilíbrio entre oferta e demanda.
Atacado observa consumo interno
No mercado atacadista, os preços apresentaram poucas alterações ao longo da semana.
O quarto dianteiro permaneceu cotado a R$ 21,50 por quilo.
Já os cortes do traseiro bovino foram negociados a R$ 27,00 por quilo, registrando leve recuo em comparação ao fechamento anterior.
Mesmo assim, agentes do setor acreditam em possível recuperação dos preços caso o consumo interno apresente melhora nas próximas semanas.
Pecuaristas acompanham cenário com otimismo
Com exportações aquecidas, frigoríficos operando com escalas mais curtas e novas oportunidades surgindo no mercado internacional, o ambiente continua favorável para a pecuária de corte.
A expectativa é que os próximos movimentos da demanda externa e o comportamento da oferta de animais terminados sejam determinantes para definir o rumo das cotações da arroba no restante do mês.
Para produtores e investidores do setor, o mercado segue transmitindo sinais positivos e reforçando o bom momento vivido pela carne bovina brasileira.