O presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF), Ignacio Alonso, fez duras críticas ao Brasil, alegando que clubes do Uruguai e da Argentina estão cogitando não disputar mais jogos no país devido a supostos episódios de violência e xenofobia. A declaração foi dada em entrevista à “Rádio Carve Deportiva” e rapidamente gerou repercussão.

Alonso mencionou incidentes recentes, como os confrontos entre torcedores do Peñarol e a polícia no Rio de Janeiro, além de um assalto ocorrido com torcedores do Racing na Barra da Tijuca. No entanto, sua fala gerou polêmica por omitir o contexto dos eventos, incluindo os crimes cometidos por torcedores uruguaios antes da ação policial.


Distorções e polêmica: o que realmente aconteceu?


A principal referência de Alonso foi o episódio envolvendo torcedores do Peñarol, que foram detidos no Rio de Janeiro antes da partida contra o Botafogo, pela semifinal da Libertadores. No entanto, as prisões não ocorreram de forma arbitrária:

  • Torcedores uruguaios foram flagrados praticando furtos, depredações e agressões contra ambulantes e policiais.
  • Houve denúncias de ofensas racistas por parte dos visitantes.
  • A polícia agiu dentro da lei, respondendo às infrações e garantindo a ordem pública.

Mesmo diante dessas evidências, Alonso criticou a ação policial brasileira, classificando-a como “abuso institucional” e associando os acontecimentos à xenofobia.

Outro caso mencionado foi o dos torcedores do Racing, que foram baleados na Barra da Tijuca. O dirigente tentou vincular o ocorrido ao futebol, mas os próprios torcedores argentinos reconheceram que foram vítimas de um assalto comum, sem relação com torcida organizada ou hostilidade contra estrangeiros.


Racismo x Xenofobia: comparações equivocadas


Em sua fala, Alonso fez uma comparação direta entre racismo e xenofobia, sugerindo que há um padrão de hostilidade contra estrangeiros no Brasil semelhante aos casos de racismo sofridos por jogadores e torcedores brasileiros em outros países da América do Sul.

Essa tentativa de equiparação foi duramente criticada, pois:

  1. O racismo é um problema estrutural e histórico, amplamente combatido no Brasil, inclusive com punições severas.
  2. Os incidentes envolvendo uruguaios e argentinos no Brasil não foram motivados por nacionalidade, mas sim por atos criminosos cometidos pelos próprios torcedores.
  3. Não há registros de perseguição sistemática a estrangeiros dentro ou fora dos estádios no Brasil.




Clubes cogitam boicotar o Brasil?


Alonso afirmou que clubes do Uruguai e da Argentina estão discutindo a possibilidade de evitar partidas no Brasil e recomendando que suas equipes não venham jogar no país.

Entretanto, até o momento, nenhuma equipe oficialmente se pronunciou sobre um possível boicote. A declaração do dirigente uruguaio parece ser mais uma estratégia de pressão política do que uma decisão concreta das equipes envolvidas.


Repercussão e resposta brasileira


As declarações do presidente da AUF foram mal recebidas no Brasil. Torcedores e especialistas em futebol classificaram as falas como uma tentativa de distorcer os fatos e minimizar a responsabilidade dos torcedores uruguaios nos incidentes recentes.

Enquanto Alonso insiste na narrativa da xenofobia, o Brasil segue combatendo crimes dentro e fora dos estádios, aplicando punições severas a torcedores que cometem atos de racismo, violência ou vandalismo – independente da nacionalidade.


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