Motorista de ônibus é indiciado após atropelar e matar cachorro em Cascavel, no Paraná
Investigação apontou que o condutor trafegava acima da velocidade permitida e não tentou evitar a colisão. Câmeras de segurança ajudaram a esclarecer a morte do animal.
Um motorista de ônibus do transporte coletivo foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, por suspeita de maus-tratos a animais com resultado morte. O caso aconteceu em Cascavel, no oeste do Paraná, após um cachorro ser atropelado e morrer.
A investigação foi conduzida pela 15ª Subdivisão Policial de Cascavel. Segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para esclarecer as circunstâncias do atropelamento, ocorrido no bairro Brasília.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise das medidas legais cabíveis.
Como aconteceu o atropelamento do cachorro?
O animal foi encontrado morto na manhã de domingo (18), na Rua Vereador José de Oliveira, apresentando ferimentos graves na região do pescoço.
Inicialmente, moradores suspeitaram que o cachorro tivesse sido ferido com uma faca, devido às condições em que o corpo foi localizado.
Entretanto, durante a investigação, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de monitoramento que revelaram outra circunstância.
Os registros mostraram que o animal havia sido atingido por um ônibus do transporte coletivo municipal.
O que as câmeras de segurança revelaram?
Segundo a investigação, o ônibus trafegava acima do limite de velocidade permitido para a via.
As imagens também mostraram que o cachorro tentou correr ao perceber a aproximação do veículo.
Na avaliação dos investigadores, existia distância suficiente para que o motorista identificasse a presença do animal e tentasse frear ou desviar.
Mesmo assim, conforme a conclusão policial, o condutor não realizou uma manobra para evitar o atropelamento.
Após atingir o cachorro, o ônibus continuou seu percurso sem que o motorista parasse para prestar assistência.
Por que o motorista foi indiciado?
A Polícia Civil considerou que o motorista assumiu o risco de provocar a morte do animal ao conduzir o veículo nas condições identificadas durante a investigação.
Além das gravações, os policiais ouviram testemunhas e reuniram informações sobre o ocorrido.
Com base nesses elementos, o condutor foi indiciado pelo crime de maus-tratos a animais com resultado morte.
O nome do motorista não foi divulgado nas informações consultadas.
É importante esclarecer que o indiciamento não representa condenação. A responsabilidade criminal dependerá da análise do Ministério Público e de eventual processo judicial.
Qual é a punição prevista para maus-tratos a animais?
No Brasil, o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 estabelece punições para quem pratica maus-tratos contra animais.
Quando o crime envolve cães ou gatos, a pena prevista é de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda.
Se houver morte do animal, a legislação prevê aumento da pena de um sexto a um terço.
Entretanto, nem todo atropelamento de animal constitui automaticamente crime de maus-tratos. É necessário avaliar as circunstâncias e os elementos que comprovem a conduta investigada.
O que acontece agora?
O inquérito foi encaminhado para análise das autoridades responsáveis pelas próximas etapas legais.
Até a última atualização, não havia confirmação de denúncia formal apresentada à Justiça ou de condenação do motorista.
O caso também chama atenção para a importância de respeitar os limites de velocidade e manter atenção constante à presença de animais nas vias públicas.
A matéria permanece sujeita a atualizações conforme novas informações oficiais sejam divulgadas.



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