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Dia Mundial de Combate ao Bullying: saiba identificar os sinais e como proteger crianças e adolescentes

Ofensas repetidas, humilhações e isolamento podem provocar consequências emocionais e prejudicar a aprendizagem. Entenda o que caracteriza o bullying, o que diz a lei e como denunciar.

Dia Mundial de Combate ao Bullying: saiba identificar os sinais e como proteger crianças e adolescentes

Uma criança que começa a evitar a escola, apresenta mudanças de comportamento ou demonstra medo de determinados colegas pode estar enfrentando uma situação de bullying. Muitas vezes, o problema é confundido com brincadeiras, mas suas consequências podem comprometer a saúde emocional e o desenvolvimento dos estudantes.

O Dia Mundial de Combate ao Bullying, lembrado em campanhas de conscientização em 20 de outubro, é uma oportunidade para discutir a violência entre colegas e a importância de reconhecer seus sinais.

A data deve ser diferenciada do Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola, incluindo o Cyberbullying, reconhecido pela Unesco e celebrado na primeira quinta-feira de novembro.

O que é bullying e quando uma brincadeira se torna violência?

No Brasil, a Lei nº 13.185/2015 define bullying como intimidação sistemática caracterizada por atos intencionais e repetitivos de violência física ou psicológica, envolvendo desequilíbrio de poder entre as pessoas.

Entre os comportamentos estão apelidos ofensivos, ameaças, agressões, humilhações, exclusão social deliberada e divulgação de comentários destinados a constranger alguém.

Uma brincadeira deixa de ser saudável quando provoca sofrimento, especialmente quando a pessoa demonstra desconforto e continua sendo alvo das ações.

Quais sinais podem indicar que uma criança sofre bullying?

Nem sempre crianças e adolescentes conseguem contar o que estão enfrentando.

Alguns sinais merecem atenção:

  • Medo ou resistência frequente para ir à escola;

  • Tristeza, ansiedade ou isolamento;

  • Queda no rendimento escolar;

  • Alterações no sono e no apetite;

  • Materiais escolares danificados ou desaparecidos;

  • Queixas recorrentes de dores sem causa esclarecida.

Esses comportamentos não comprovam, isoladamente, a existência de bullying, mas indicam a necessidade de conversar e investigar possíveis dificuldades.

O que é cyberbullying?

O cyberbullying acontece quando a intimidação sistemática é praticada por meios digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos on-line.

A divulgação de imagens constrangedoras, a criação de perfis para humilhar alguém e os ataques repetidos pela internet podem fazer parte dessa prática.

Como os conteúdos podem ser compartilhados rapidamente, a exposição da vítima pode continuar mesmo fora da escola.

Bullying é crime no Brasil?

Sim. A Lei nº 14.811/2024 incluiu a intimidação sistemática no Código Penal.

Para o bullying, a legislação prevê multa, quando a conduta não constitui crime mais grave.

Já o cyberbullying pode resultar em pena de dois a quatro anos de reclusão e multa, conforme as circunstâncias.

Como agir e onde denunciar?

Pais e responsáveis devem ouvir a criança sem julgamentos, registrar os acontecimentos e procurar a direção da escola.

A instituição deve avaliar a situação e adotar medidas para interromper a violência e proteger os envolvidos.

Quando houver violação de direitos de crianças e adolescentes, também é possível procurar o Conselho Tutelar ou utilizar o Disque 100.

Em Brumado e região, famílias podem buscar orientação junto à escola e à rede local de proteção.

Combater o bullying não é apenas impedir agressões. É garantir que crianças e adolescentes possam estudar, conviver e se desenvolver sem medo.

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