MP investiga cobrança pelo uso de banheiros na rodoviária de Brumado
Ministério Público apura se a cobrança para uso dos banheiros da rodoviária de Brumado tem autorização legal e está prevista no contrato de concessão.
O Ministério Público do Estado da Bahia abriu uma apuração para verificar se a cobrança pelo uso dos banheiros do Terminal Rodoviário de Brumado está legalmente autorizada.
O procedimento foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Brumado e busca esclarecer se a tarifa cobrada de passageiros e demais usuários está prevista nas regras da concessão do terminal.
A investigação está sob responsabilidade do promotor de Justiça Gustavo Pereira Silva.
Contrato de concessão será analisado
O foco da apuração é o Contrato de Concessão Remunerada de Uso nº 205/2024, firmado pela Prefeitura de Brumado.
O Ministério Público quer saber se a cobrança pelos sanitários está prevista no contrato e se houve autorização formal do poder concedente ou de outro órgão competente.
Entre os pontos analisados está a possível participação da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Governança da Bahia, a Agerba, na autorização ou regulamentação da tarifa. Achei Sudoeste
MP também vai analisar direitos dos usuários
A investigação não se limita ao contrato.
O Ministério Público também pretende verificar se a cobrança respeita as normas de proteção aos usuários de serviços públicos e as disposições do Código de Defesa do Consumidor.
Isso inclui avaliar as condições de acesso aos sanitários e se a forma de cobrança respeita os direitos das pessoas que utilizam diariamente o terminal rodoviário.
O procedimento também deverá analisar se o regime tarifário adotado pela concessionária está de acordo com aquilo que foi estabelecido na concessão.
Prefeitura também entra na fiscalização
Outro ponto da apuração é saber se a administração municipal está fiscalizando corretamente o cumprimento das obrigações contratuais da empresa responsável pelo terminal.
O Ministério Público pretende verificar se houve acompanhamento adequado das condições previstas no contrato e se eventuais cobranças adicionais foram formalmente autorizadas.
Procedimento não significa que cobrança seja ilegal
A abertura da investigação não representa, por si só, uma conclusão de que a tarifa seja ilegal.
Neste momento, o Ministério Público está reunindo informações para esclarecer como a cobrança foi instituída, quem a autorizou e se ela está de acordo com a legislação.
Também não há, nas informações disponíveis até agora, uma decisão determinando o fim da cobrança.
Por isso, é importante separar os fatos: o que existe neste momento é uma investigação administrativa, e não uma conclusão definitiva sobre a legalidade da tarifa.
O caso deverá avançar com a análise de documentos, informações da Prefeitura, da concessionária e, se necessário, de órgãos reguladores.
A Rádio Souzamix continuará acompanhando a apuração e atualizará a matéria caso o Ministério Público divulgue novas medidas ou uma conclusão sobre o caso.

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