Tem familiar desaparecido? Polícia Técnica de Brumado realiza coleta de DNA
Familiares de pessoas desaparecidas podem procurar a Polícia Técnica de Brumado para fornecer material genético que poderá ajudar na identificação e localização de pessoas. Procedimento é simples, indolor e integra uma mobilização nacional.
Quem possui um familiar desaparecido pode encontrar na coleta de DNA uma importante ferramenta para auxiliar nas buscas e na identificação de pessoas.
A Coordenadoria Regional de Polícia Técnica de Brumado, no sudoeste da Bahia, participa da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, iniciativa realizada em todo o país.
A mobilização nacional acontece entre os dias 24 e 28 de agosto de 2026 e conta com centenas de pontos de atendimento espalhados pelo Brasil. A iniciativa busca ampliar os bancos oficiais de perfis genéticos e aumentar as possibilidades de identificação de pessoas desaparecidas.
Em Brumado, a Polícia Técnica funciona como um desses pontos de atendimento. E há uma informação especialmente importante para as famílias: mesmo após o encerramento do período oficial da mobilização, familiares ainda poderão procurar a unidade para receber orientações e realizar os procedimentos necessários, segundo informação divulgada nesta quinta-feira (27).
Como o DNA pode ajudar a encontrar uma pessoa desaparecida?
O material genético coletado dos familiares permite a criação de um perfil que pode ser comparado com informações existentes nos bancos oficiais.
Esses cruzamentos podem auxiliar tanto na identificação de pessoas desaparecidas quanto de pessoas ou corpos que ainda não tenham sido identificados.
Em outras palavras, o DNA de um familiar pode fornecer uma referência genética capaz de contribuir para uma futura identificação.
A mobilização é coordenada nacionalmente e integra esforços de órgãos estaduais e federais.
Quem pode fornecer o DNA?
A prioridade é para parentes biológicos próximos da pessoa desaparecida, especialmente pais, filhos e irmãos.
Quanto mais próximo geneticamente for o familiar, maior a utilidade daquela amostra para determinados tipos de comparação.
Segundo as orientações oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o familiar interessado deve apresentar documento de identificação e informações referentes ao Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia onde a ocorrência foi registrada. Se possível, é recomendado levar uma cópia do boletim.
Coleta é simples e indolor
Não é necessário ter medo do procedimento.
A coleta pode ser realizada por meio de um swab bucal, no qual são retiradas células da parte interna da bochecha, ou através de pequena amostra de sangue.
O procedimento é considerado simples e não exige jejum.
Depois da coleta, o material segue para processamento em laboratórios oficiais. O perfil genético poderá então integrar os bancos utilizados para realizar os cruzamentos relacionados às buscas e identificações.
Objetos da pessoa desaparecida também podem ajudar
Existe ainda outra possibilidade que merece atenção das famílias.
Caso existam objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida que possam conter material genético, esses itens podem ser apresentados à equipe técnica para avaliação.
A Polícia Técnica analisará se o material possui condições adequadas para contribuir com o processo de identificação.
Por isso, antes de descartar ou manipular excessivamente objetos pessoais que possam ser relevantes, o mais adequado é buscar orientação da Polícia Técnica.
Onde procurar atendimento em Brumado?
Os familiares podem procurar a Coordenadoria Regional de Polícia Técnica de Brumado, localizada na Rua Donizete Alves de Lima, no Centro.
A unidade participou oficialmente da mobilização entre os dias 24 e 28 de agosto, mas informou que o atendimento relacionado à campanha continuará após esse período, permitindo que familiares procurem orientação e realizem os procedimentos necessários.
Casos antigos também são importantes
A iniciativa não deve ser vista apenas como uma ação para desaparecimentos recentes.
A ampliação dos bancos genéticos pode contribuir também para casos antigos que permanecem sem solução, uma vez que novos perfis inseridos no sistema aumentam as possibilidades de futuros cruzamentos.
O Ministério da Justiça destaca a coleta de DNA como mais um recurso utilizado na identificação e localização de desaparecidos e na busca por respostas para suas famílias.
Informação pode chegar a uma família que ainda procura respostas
Uma publicação como esta pode parecer apenas informativa para quem não possui uma pessoa desaparecida na família.
Para quem procura um filho, uma mãe, um pai, um irmão ou outro familiar, porém, saber da existência desse serviço pode representar uma nova possibilidade de obter respostas.
Por isso, a orientação é compartilhar a informação com pessoas que tenham familiares desaparecidos, inclusive em ocorrências registradas há mais tempo.
Tem um familiar desaparecido? Procure a Polícia Técnica de Brumado e informe-se sobre a coleta de DNA.
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