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Segunda quinzena de agosto reforça alerta para combate ao Aedes aegypti

Publicada em: 12/08/2026 06:30 -

A chegada da segunda quinzena de agosto reforça o alerta para os cuidados contra o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. Em Minas Gerais, o número de casos confirmados das três doenças já se aproxima de 58 mil, o que amplia a necessidade de ações preventivas por parte do poder público e da população.

Segundo dados divulgados pela Associação Mineira de Municípios (AMM), Minas Gerais contabilizava, até 10 de agosto, 57.439 casos confirmados de dengue, chikungunya e zika.

O cenário exige atenção especialmente diante das projeções para os próximos meses. Conforme estimativa do InfoDengue/Fiocruz citada pela entidade, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027, em um contexto de mudanças climáticas associadas ao fenômeno El Niño.

A preocupação é que alterações nos padrões de chuva e temperatura possam favorecer condições para a circulação do mosquito em diferentes regiões.

Dengue concentra maior número de registros

De acordo com o levantamento divulgado, Minas Gerais registrava 43.836 casos confirmados de dengue e 43 mortes pela doença.

Já a chikungunya somava 13.570 casos confirmados e cinco óbitos.

Em relação à zika, havia 33 casos confirmados, sem registro de mortes.

Os números reforçam a importância de manter as ações de vigilância mesmo fora dos períodos tradicionalmente associados às maiores epidemias.

Combate depende de ações dentro e fora das residências

Entre as medidas recomendadas estão visitas de agentes de combate às endemias, mutirões de limpeza, recolhimento de materiais que possam acumular água, monitoramento de áreas de maior risco e campanhas de orientação.

Também podem ser adotadas ações de bloqueio de transmissão e aplicação de inseticidas quando indicadas pelas autoridades sanitárias.

A participação da população, porém, continua sendo fundamental.

Pequenos recipientes esquecidos em quintais, áreas de serviço, jardins e terrenos podem se transformar em criadouros do mosquito.

Por isso, alguns cuidados devem fazer parte da rotina:

  • manter caixas-d’água e tonéis bem tampados;
  • limpar calhas regularmente;
  • deixar garrafas viradas para baixo;
  • manter lixeiras fechadas;
  • colocar telas em ralos e mantê-los limpos;
  • eliminar água dos pratos de plantas ou preenchê-los com areia;
  • lavar recipientes usados para água de animais;
  • verificar áreas atrás de máquinas de lavar e outros pontos onde possa haver acúmulo de água.

Atenção aos sintomas

A dengue pode provocar febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas na pele.

Na chikungunya, um dos sintomas mais característicos é a dor intensa nas articulações, além de febre, dor de cabeça e dores musculares.

Já a zika pode apresentar sintomas como febre baixa, manchas vermelhas, coceira, dor de cabeça, dores leves nas articulações e vermelhidão nos olhos.

Ao apresentar sintomas compatíveis com alguma dessas doenças, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação adequada.

Prevenção precisa ser contínua

O combate ao Aedes aegypti não depende apenas de grandes operações. A eliminação frequente de pequenos focos dentro das residências pode ter impacto direto na redução da circulação do mosquito.

A recomendação é reservar alguns minutos por semana para verificar quintais, vasos, recipientes, calhas, ralos e qualquer objeto capaz de acumular água.

Em locais onde existam focos que não possam ser eliminados pelos próprios moradores, a orientação é comunicar a Secretaria Municipal de Saúde para avaliação e adoção das medidas necessárias.

Com milhares de casos já confirmados no estado, a prevenção contínua passa a ser uma responsabilidade compartilhada entre municípios e população.

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