A hipertensão arterial é uma das principais causas de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal, mas muitas pessoas convivem com o problema sem perceber.
A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros e representa um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares. O grande desafio é que, na maioria dos casos, ela não provoca sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram o problema após uma complicação grave.
Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial para valores iguais ou superiores a 140 por 90 mmHg (14 por 9), medida que deve ser confirmada por um profissional de saúde em diferentes ocasiões.
Por que a pressão alta é chamada de "inimiga silenciosa"?
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a hipertensão geralmente não causa dor de cabeça, tontura ou outros sintomas específicos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes permanece sem qualquer sinal perceptível durante anos, enquanto a pressão elevada vai provocando danos aos vasos sanguíneos e a diversos órgãos.
Por isso, especialistas alertam que não é possível saber se a pressão está alta apenas pelos sintomas. A única forma confiável é medir regularmente.
Quais os riscos da pressão alta?
Quando não é controlada, a hipertensão aumenta significativamente o risco de doenças graves, entre elas:
- Acidente Vascular Cerebral (AVC);
- Infarto do miocárdio;
- Insuficiência cardíaca;
- Insuficiência renal crônica;
- Doença arterial periférica;
- Alterações na visão causadas por lesões na retina.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão é um dos principais fatores de risco para mortes prematuras por doenças cardiovasculares em todo o mundo.
Quem tem maior risco de desenvolver hipertensão?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver pressão alta, alguns fatores aumentam esse risco.
Entre eles estão:
- idade avançada;
- histórico familiar;
- excesso de peso e obesidade;
- alimentação rica em sal;
- sedentarismo;
- consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- tabagismo;
- diabetes;
- colesterol elevado.
Em alguns casos, doenças renais e alterações hormonais também podem contribuir para o aumento da pressão arterial.
Existem sintomas?
Na maior parte do tempo, não.
Entretanto, quando a pressão arterial atinge níveis muito elevados, algumas pessoas podem apresentar:
- dor de cabeça intensa;
- visão embaçada;
- falta de ar;
- dor no peito;
- tontura;
- sangramento nasal (em alguns casos).
Esses sinais não devem ser usados como referência para diagnosticar hipertensão, pois podem estar relacionados a diversas outras condições de saúde.
Como saber se a pressão está alta?
A recomendação é medir a pressão arterial periodicamente, mesmo na ausência de sintomas.
A aferição pode ser feita em:
- Unidades Básicas de Saúde (UBSs);
- hospitais;
- clínicas;
- farmácias habilitadas;
- consultórios médicos.
Quando houver suspeita de hipertensão, o diagnóstico deve ser confirmado por um profissional de saúde, seguindo as diretrizes clínicas.
A pressão alta tem tratamento?
Sim.
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos prescritos pelo médico.
As principais recomendações incluem:
- reduzir o consumo de sal;
- manter alimentação equilibrada;
- praticar atividade física regularmente;
- controlar o peso;
- evitar fumar;
- moderar o consumo de álcool;
- seguir corretamente o tratamento medicamentoso.
É importante destacar que os medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria, mesmo quando a pressão estiver controlada.
Como prevenir a hipertensão?
Diversos hábitos ajudam a reduzir o risco da doença.
Especialistas recomendam:
- consumir frutas, verduras e legumes regularmente;
- reduzir alimentos ultraprocessados;
- controlar o peso corporal;
- praticar exercícios físicos;
- dormir adequadamente;
- controlar diabetes e colesterol;
- realizar consultas médicas periódicas.
A importância do diagnóstico precoce
Como a hipertensão costuma evoluir sem sintomas, descobrir a doença antes do aparecimento de complicações faz toda a diferença.
O acompanhamento médico e o controle adequado da pressão arterial reduzem significativamente o risco de AVC, infarto, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares.
Por isso, mesmo pessoas que se sentem saudáveis devem medir a pressão regularmente, especialmente após os 40 anos ou quando possuem fatores de risco.
