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Pressão alta pode não apresentar sintomas; entenda o perigo

Publicada em: 02/08/2026 12:41 -

A hipertensão arterial é uma das principais causas de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal, mas muitas pessoas convivem com o problema sem perceber.

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros e representa um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares. O grande desafio é que, na maioria dos casos, ela não provoca sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram o problema após uma complicação grave.

Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial para valores iguais ou superiores a 140 por 90 mmHg (14 por 9), medida que deve ser confirmada por um profissional de saúde em diferentes ocasiões.

Por que a pressão alta é chamada de "inimiga silenciosa"?

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a hipertensão geralmente não causa dor de cabeça, tontura ou outros sintomas específicos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes permanece sem qualquer sinal perceptível durante anos, enquanto a pressão elevada vai provocando danos aos vasos sanguíneos e a diversos órgãos.

Por isso, especialistas alertam que não é possível saber se a pressão está alta apenas pelos sintomas. A única forma confiável é medir regularmente.

Quais os riscos da pressão alta?

Quando não é controlada, a hipertensão aumenta significativamente o risco de doenças graves, entre elas:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Infarto do miocárdio;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Doença arterial periférica;
  • Alterações na visão causadas por lesões na retina.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão é um dos principais fatores de risco para mortes prematuras por doenças cardiovasculares em todo o mundo.

Quem tem maior risco de desenvolver hipertensão?

Embora qualquer pessoa possa desenvolver pressão alta, alguns fatores aumentam esse risco.

Entre eles estão:

  • idade avançada;
  • histórico familiar;
  • excesso de peso e obesidade;
  • alimentação rica em sal;
  • sedentarismo;
  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • tabagismo;
  • diabetes;
  • colesterol elevado.

Em alguns casos, doenças renais e alterações hormonais também podem contribuir para o aumento da pressão arterial.

Existem sintomas?

Na maior parte do tempo, não.

Entretanto, quando a pressão arterial atinge níveis muito elevados, algumas pessoas podem apresentar:

  • dor de cabeça intensa;
  • visão embaçada;
  • falta de ar;
  • dor no peito;
  • tontura;
  • sangramento nasal (em alguns casos).

Esses sinais não devem ser usados como referência para diagnosticar hipertensão, pois podem estar relacionados a diversas outras condições de saúde.

Como saber se a pressão está alta?

A recomendação é medir a pressão arterial periodicamente, mesmo na ausência de sintomas.

A aferição pode ser feita em:

  • Unidades Básicas de Saúde (UBSs);
  • hospitais;
  • clínicas;
  • farmácias habilitadas;
  • consultórios médicos.

Quando houver suspeita de hipertensão, o diagnóstico deve ser confirmado por um profissional de saúde, seguindo as diretrizes clínicas.

A pressão alta tem tratamento?

Sim.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos prescritos pelo médico.

As principais recomendações incluem:

  • reduzir o consumo de sal;
  • manter alimentação equilibrada;
  • praticar atividade física regularmente;
  • controlar o peso;
  • evitar fumar;
  • moderar o consumo de álcool;
  • seguir corretamente o tratamento medicamentoso.

É importante destacar que os medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria, mesmo quando a pressão estiver controlada.

Como prevenir a hipertensão?

Diversos hábitos ajudam a reduzir o risco da doença.

Especialistas recomendam:

  • consumir frutas, verduras e legumes regularmente;
  • reduzir alimentos ultraprocessados;
  • controlar o peso corporal;
  • praticar exercícios físicos;
  • dormir adequadamente;
  • controlar diabetes e colesterol;
  • realizar consultas médicas periódicas.

A importância do diagnóstico precoce

Como a hipertensão costuma evoluir sem sintomas, descobrir a doença antes do aparecimento de complicações faz toda a diferença.

O acompanhamento médico e o controle adequado da pressão arterial reduzem significativamente o risco de AVC, infarto, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares.

 

Por isso, mesmo pessoas que se sentem saudáveis devem medir a pressão regularmente, especialmente após os 40 anos ou quando possuem fatores de risco.

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