Casos da doença crescem no Brasil, inclusive entre pessoas mais jovens; especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é hoje um dos tipos de câncer mais frequentes entre homens e mulheres no Brasil. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença é responsável por mais de 23 mil mortes por ano no país e sua incidência vem aumentando, especialmente entre adultos mais jovens.
Embora seja uma doença que pode evoluir de forma silenciosa, o organismo costuma emitir sinais importantes antes que o quadro se agrave. O problema é que muitas pessoas ignoram esses sintomas por vergonha, medo ou por acreditarem que se trata apenas de um problema intestinal passageiro.
Os primeiros sinais costumam aparecer no banheiro
Especialistas explicam que alterações persistentes no funcionamento do intestino merecem atenção. Entre os principais sintomas estão:
- Sangue nas fezes;
- Sangramento pelo reto;
- Prisão de ventre prolongada;
- Diarreia frequente;
- Fezes mais finas que o normal durante vários dias;
- Dor ou cólicas abdominais persistentes;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Anemia sem explicação.
Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas indicam que a pessoa deve procurar avaliação médica o quanto antes.
Muitos pacientes demoram para procurar ajuda
Pesquisas mostram que uma parcela significativa da população percebe sintomas como sangue nas fezes, mas acaba adiando a consulta médica.
Esse atraso pode permitir que a doença avance para estágios mais graves, reduzindo as chances de um tratamento menos agressivo e aumentando o risco de complicações.
Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as possibilidades de cura.
Casos aumentam entre pessoas mais jovens
Durante muitos anos, o câncer colorretal era considerado uma doença predominante em pessoas acima dos 50 anos.
No entanto, especialistas têm observado um crescimento preocupante do número de diagnósticos em adultos jovens.
Embora ainda não exista uma única explicação para esse aumento, fatores ligados ao estilo de vida moderno aparecem entre as principais hipóteses.
Hábitos que ajudam a reduzir o risco
A adoção de hábitos saudáveis pode diminuir significativamente o risco de desenvolver a doença.
Entre as principais recomendações estão:
- Manter uma alimentação rica em verduras, legumes, frutas e fibras;
- Evitar o excesso de alimentos ultraprocessados e carnes processadas;
- Controlar o peso corporal;
- Praticar atividade física regularmente;
- Não fumar;
- Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Manter boa hidratação;
- Procurar manter o funcionamento regular do intestino.
Além dessas medidas, realizar consultas médicas periódicas também faz parte da prevenção.
Exame simples pode identificar alterações antes do câncer
O Sistema Único de Saúde (SUS) vem ampliando as estratégias de rastreamento da doença.
Entre elas está o Teste Imunoquímico Fecal (FIT), um exame simples realizado a partir de uma amostra de fezes capaz de detectar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu.
Quando o resultado apresenta alterações, o paciente é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, considerada o principal método para identificar pólipos, lesões e tumores.
Atenção aos sinais do corpo
Muitas doenças apresentam sintomas semelhantes aos do câncer de intestino, mas somente uma avaliação médica poderá identificar a causa.
Por isso, qualquer alteração persistente no funcionamento intestinal, especialmente quando acompanhada de sangue nas fezes, dor abdominal ou perda de peso sem explicação, deve ser investigada.
Ignorar esses sinais pode atrasar o diagnóstico e comprometer o tratamento.
Diagnóstico precoce salva vidas
Especialistas reforçam que o câncer de intestino possui altas chances de cura quando descoberto nas fases iniciais.
Observar os sinais do corpo, manter hábitos saudáveis e procurar atendimento médico diante de qualquer alteração são atitudes que podem fazer toda a diferença.
A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger a saúde e aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido.
