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Anvisa proíbe antisséptico e medicamentos à base de chicória sem registro

Publicada em: 21/07/2026 05:55 -

Medida determina a apreensão dos produtos e impede fabricação, venda, distribuição, divulgação e uso em todo o país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de um antisséptico, xaropes e um extrato à base de chicória por falta de regularização sanitária.

A determinação também alcança a fabricação, distribuição, divulgação e utilização dos itens. Os produtos encontrados no mercado deverão ser apreendidos.

A medida busca impedir que medicamentos sem avaliação adequada de qualidade, segurança e eficácia continuem sendo oferecidos à população.

Quais produtos foram proibidos?

A decisão atinge todos os produtos atribuídos à empresa Enziervas. Segundo a Anvisa, não foram encontrados produtos regularizados da marca nem informações suficientes que comprovassem a situação legal do fabricante.

Também foram proibidos os seguintes itens, atribuídos a fabricante desconhecido:

  • Xarope de Chicória com Maná Atlanta;
  • Xarope de Chicória com Maná Kriff;
  • Extrato de Chicória com Maná Ourinatu’s.

A proibição vale para fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso desses produtos.

Lote de antisséptico também foi atingido

A Anvisa determinou ainda a apreensão do lote M38714 do produto Chlorohex 2,0% Sol Top, fabricado pela Vic Pharma Indústria e Comércio Ltda.

Nesse caso, a medida é direcionada especificamente ao lote informado. Por isso, quem possui o produto deve conferir o número impresso na embalagem antes de utilizá-lo.

Por que a falta de registro preocupa?

Medicamentos e produtos antissépticos precisam cumprir requisitos sanitários antes de chegar ao consumidor.

A regularização permite avaliar aspectos como composição, fabricação, armazenamento, controle de qualidade, segurança e finalidade de uso.

Quando um produto não possui registro, notificação ou cadastro válido, não há garantia de que ele tenha sido produzido dentro dos padrões exigidos.

Mesmo itens apresentados como naturais podem provocar reações adversas, interagir com outros medicamentos ou conter substâncias em quantidades inadequadas.

O que fazer se você tiver um desses produtos?

Quem possui algum dos itens atingidos deve interromper o uso e conferir atentamente:

  • nome do produto;
  • fabricante;
  • número do lote;
  • data de validade;
  • identificação sanitária presente na embalagem.

O produto não deve ser vendido, doado ou oferecido a outra pessoa.

A orientação é procurar a Vigilância Sanitária do município para receber informações sobre denúncia, recolhimento ou descarte seguro.

Caso tenha ocorrido alguma reação após o uso, é importante buscar atendimento de saúde e, sempre que possível, levar a embalagem do produto.

Como identificar um medicamento irregular?

Antes da compra, o consumidor deve verificar se a embalagem apresenta informações claras sobre o fabricante, a composição, o lote, a validade e a regularização sanitária.

Também é necessário desconfiar de produtos vendidos com promessas de cura rápida, resultados milagrosos ou alegações de que podem substituir tratamentos indicados por profissionais de saúde.

Outros sinais de risco incluem embalagens sem identificação adequada, erros de impressão, ausência de bula e venda exclusiva por perfis desconhecidos nas redes sociais.

Produto natural não significa produto sem risco

A presença de plantas na composição não elimina a possibilidade de efeitos colaterais.

Xaropes e extratos vegetais podem ser inadequados para crianças, gestantes, idosos e pessoas com determinadas condições de saúde. Também podem alterar os efeitos de medicamentos utilizados regularmente.

Por isso, a automedicação deve ser evitada. O consumidor deve buscar orientação profissional e adquirir produtos somente em estabelecimentos confiáveis.

Fiscalização protege a saúde da população

A proibição reforça a importância de conferir a procedência antes de utilizar medicamentos, antissépticos, xaropes ou produtos apresentados como naturais.

Uma embalagem aparentemente profissional não comprova que o item tenha passado pelas avaliações exigidas.

 

Em caso de dúvida, não utilize o produto até confirmar sua regularidade. Essa precaução pode evitar reações adversas e outros riscos à saúde.

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