Movimento afirma que pedido de audiência pública foi negado e defende discussão transparente sobre o enquadramento da categoria
O Movimento Somos Todos Professores divulgou, na terça-feira (14), uma nota de repúdio após a negativa da Câmara Municipal de Brumado para a realização de uma audiência pública solicitada por cuidadores de creche do município.
O pedido havia sido protocolado no dia 6 de julho e tinha como objetivo abrir um espaço de diálogo sobre o enquadramento profissional da categoria, além de apresentar reivindicações relacionadas ao reconhecimento dos trabalhadores da educação infantil.
Segundo o movimento, os profissionais compareceram à sede do Legislativo após aguardarem uma resposta formal, mas foram informados de que a audiência não poderia ser realizada.
Categoria buscava apresentar suas demandas
A proposta da audiência era reunir cuidadores de creche, representantes da sociedade e autoridades ligadas à educação para discutir a situação funcional desses profissionais.
O encontro também permitiria que a categoria explicasse publicamente suas funções, responsabilidades e os motivos pelos quais reivindica o enquadramento.
Para os trabalhadores, a ausência desse espaço dificulta a construção de uma solução baseada no diálogo e na participação de todas as partes envolvidas.
Audiência pública é instrumento de participação
Audiências públicas são utilizadas para aproximar a população das decisões do poder público, permitindo que grupos, entidades e cidadãos apresentem demandas e contribuam com debates de interesse coletivo.
No caso dos cuidadores de creche, a discussão envolve profissionais que participam diretamente da rotina das crianças e do funcionamento das unidades de educação infantil.
Por isso, o tema não interessa apenas à categoria. Também envolve famílias, estudantes, trabalhadores da educação e toda a comunidade escolar.
Movimento critica falta de espaço para discussão
Na nota divulgada, o Movimento Somos Todos Professores afirmou que a negativa impediu os cuidadores de apresentarem suas reivindicações em um ambiente que deveria estar aberto à participação popular.
O grupo defende que a pauta seja tratada com transparência, respeito e disposição para ouvir os profissionais.
A cobrança não significa que o enquadramento deva ser decidido sem análise técnica ou jurídica. Significa que a categoria precisa ter a oportunidade de apresentar seus argumentos e conhecer, de forma clara, a posição das instituições responsáveis.
Enquadramento exige análise e informações públicas
A discussão sobre enquadramento profissional pode envolver atribuições dos cargos, legislação municipal, concursos, planos de carreira, remuneração e impacto financeiro.
Esses pontos precisam ser avaliados com responsabilidade. No entanto, a complexidade do tema não deve impedir o debate.
Uma discussão pública pode esclarecer quais são os obstáculos legais, quais documentos precisam ser analisados e quais caminhos podem ser construídos para atender ou responder às reivindicações.
A transparência ajuda a evitar versões desencontradas e permite que a sociedade compreenda melhor o problema.
Campanha #EnquadraBrumado continua
A mobilização integra a campanha #EnquadraBrumado, organizada por trabalhadores da educação infantil em busca de reconhecimento profissional e do enquadramento dos cuidadores de creche.
O movimento informou que continuará mobilizado e pretende manter a defesa da pauta até que a categoria seja ouvida.
“Seguiremos unidos, mobilizados e comprometidos com a defesa do nosso direito ao enquadramento, confiantes de que essa pauta merece ser debatida com transparência, respeito e a participação da sociedade”, declarou o grupo.
Diálogo é necessário para buscar uma solução
Independentemente da posição adotada sobre o enquadramento, os cuidadores têm o direito de receber uma resposta fundamentada e de participar do debate sobre uma questão que afeta diretamente sua vida profissional.
Também é importante que os motivos para a negativa da audiência sejam apresentados de maneira clara à categoria e à população.
Quando um grupo de trabalhadores busca um espaço institucional para expor suas demandas, ouvir e explicar são passos essenciais. O diálogo não garante que todas as reivindicações serão atendidas, mas é indispensável para que qualquer decisão seja construída com transparência, respeito e responsabilidade.