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Caminhoneiros ameaçam greve geral se MP do Frete não for votada no Senado

Caminhoneiros ameaçam greve geral se MP do Frete não for votada no Senado

Medida aprovada na Câmara aguarda análise dos senadores e pode perder validade caso não seja votada até a próxima quinta-feira (16).

Lideranças de caminhoneiros ameaçam iniciar uma greve geral no país caso a chamada MP do Frete não avance no Senado. A medida provisória, enviada pelo governo federal ao Congresso, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas aguarda votação dos senadores há cerca de três semanas.

O texto corre o risco de perder a validade se não for votado até a próxima quinta-feira (16), o que aumentou a pressão de entidades ligadas à categoria.

Caminhoneiros pressionam por votação

Representantes ligados à Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmam que a categoria já está mobilizada em Brasília.

A cobrança principal é para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque a matéria em votação antes do fim do prazo.

Caso a medida caduque, lideranças do setor afirmam que a paralisação poderá ser deflagrada em nível nacional.

O que está em jogo na MP do Frete

A proposta reforça os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário de cargas.

Além disso, o texto institui um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas de longa distância.

A medida também prevê a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte rodoviário de cargas e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte, conhecido como CIOT.

Categoria fala em pressão contra a medida

Segundo lideranças dos caminhoneiros, haveria uma tentativa de barrar a votação da proposta no Senado.

O movimento aponta resistência de setores patronais e de grandes grupos ligados ao agronegócio, que teriam influência sobre parte dos senadores.

A crítica ocorre porque a medida amplia instrumentos de controle e punição contra quem descumprir a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Texto prevê fiscalização e penalidades

Entre os pontos centrais da MP estão medidas administrativas para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete.

A proposta também prevê penalidades para transportadores que não respeitarem os valores estabelecidos.

Para os caminhoneiros, a aprovação do texto é vista como uma forma de dar mais segurança econômica à categoria e evitar que motoristas trabalhem recebendo abaixo do custo operacional.

Risco de paralisação aumenta pressão sobre o Senado

Com o prazo se aproximando, a possibilidade de greve geral coloca o Senado no centro da pressão política.

A categoria afirma que a votação é essencial para garantir direitos, fortalecer a fiscalização do frete e reduzir prejuízos enfrentados por motoristas autônomos e trabalhadores do transporte rodoviário.

 

A expectativa agora é sobre a movimentação do Senado até a próxima quinta-feira. Caso a votação não ocorra, os caminhoneiros prometem ampliar a mobilização em todo o país.

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