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Brumado avança na implantação da Ronda Maria da Penha

Publicada em: 11/03/2026 20:18 -

A segurança das mulheres vítimas de violência doméstica pode ganhar um importante reforço em Brumado. A Polícia Militar da Bahia está trabalhando na implantação da Ronda Maria da Penha, iniciativa que busca ampliar a proteção às vítimas por meio de acompanhamento especializado e visitas periódicas às mulheres que possuem medidas protetivas.

A informação foi confirmada pelo comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Ronivaldo Pontes. Segundo ele, o número de casos envolvendo violência doméstica no município tem chamado atenção das autoridades e reforça a necessidade de ações específicas para garantir a segurança das vítimas.

Número de medidas protetivas cresce em Brumado

De acordo com dados apresentados pelo comandante, mais de 180 medidas protetivas foram concedidas em 2025 em favor de mulheres vítimas de violência doméstica em Brumado.

Somente nos dois primeiros meses de 2026, o número já ultrapassou 50 concessões de medidas protetivas relacionadas a casos de agressões contra mulheres.

Esse crescimento indica uma demanda significativa por proteção judicial e reforça a importância de mecanismos que acompanhem essas vítimas após a decisão da Justiça.

Entre os fatores observados pelas autoridades estão:

  • aumento das denúncias de violência doméstica

  • maior procura por medidas protetivas

  • necessidade de acompanhamento das vítimas

  • preocupação com a reincidência de agressões

Segundo o comandante, dentro da área de atuação do batalhão, Brumado é o município que registra o maior número de ocorrências desse tipo.

O que é a Ronda Maria da Penha

A Ronda Maria da Penha é um modelo de policiamento especializado voltado ao acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas concedidas pela Justiça.

O programa foi inspirado na Lei Maria da Penha, legislação brasileira criada para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Entre as principais ações da ronda estão:

  • visitas periódicas às vítimas

  • acompanhamento da situação de risco

  • orientação sobre direitos e serviços disponíveis

  • apoio no encaminhamento para órgãos de assistência

A presença da equipe policial especializada busca garantir que a medida protetiva seja realmente cumprida e que a mulher tenha apoio caso ocorra qualquer tentativa de aproximação do agressor.

Muitas vítimas ainda sofrem em silêncio

Apesar do aumento no número de registros e pedidos de medidas protetivas, as autoridades reconhecem que muitos casos ainda permanecem ocultos.

Segundo o comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar, diversas vítimas acabam enfrentando situações de violência sem denunciar.

Entre os motivos que levam mulheres a não procurar ajuda estão:

  • medo de represálias do agressor

  • dependência financeira

  • preocupação com os filhos

  • falta de informação sobre os canais de denúncia

Esses fatores tornam o combate à violência doméstica ainda mais complexo e reforçam a importância de políticas públicas voltadas à proteção das vítimas.

A implantação da Ronda Maria da Penha busca justamente reduzir esse cenário, oferecendo um acompanhamento mais próximo e humanizado.

Atendimento será especializado e humanizado

A proposta da ronda prevê que policiais capacitados realizem um trabalho diferenciado com as mulheres que possuem medidas protetivas.

Esse acompanhamento inclui não apenas ações de segurança, mas também orientação e acolhimento.

Entre os objetivos do programa estão:

  • oferecer proteção mais efetiva às vítimas

  • garantir acompanhamento contínuo dos casos

  • fortalecer a confiança das mulheres nas instituições

  • reduzir os índices de violência doméstica

A presença frequente da polícia nas residências das vítimas também funciona como uma forma de prevenção, dificultando possíveis tentativas de aproximação por parte do agressor.

Integração com órgãos de assistência social

Outro ponto importante da proposta é a integração entre diferentes instituições que atuam no atendimento às vítimas de violência.

A implementação da Ronda Maria da Penha prevê articulação entre o 24º Batalhão de Polícia Militar e órgãos da rede de assistência social.

Esse trabalho conjunto permite que as mulheres recebam apoio em diferentes áreas, como:

  • atendimento psicológico

  • orientação jurídica

  • acompanhamento social

  • encaminhamento para serviços de proteção

A atuação integrada é considerada essencial para garantir que a vítima tenha suporte completo durante o processo de superação da violência.

Próximos passos para implantação da ronda

Com a proposta já apresentada, o projeto agora segue para etapas técnicas necessárias antes da implantação definitiva.

Entre os próximos passos estão:

  • análise de viabilidade operacional

  • definição da equipe responsável

  • treinamento específico dos policiais

  • estruturação do modelo de atendimento

A capacitação dos profissionais é considerada uma etapa fundamental, já que o atendimento a vítimas de violência doméstica exige sensibilidade, preparo e conhecimento da legislação.

Violência doméstica é crime previsto em lei

A violência contra a mulher é considerada crime no Brasil e está prevista na Lei Maria da Penha, sancionada em 2006.

A legislação estabelece medidas para proteger mulheres em situação de violência e prevê punições para os agressores.

Entre as formas de violência reconhecidas pela lei estão:

  • violência física

  • violência psicológica

  • violência moral

  • violência sexual

  • violência patrimonial

Além disso, a lei permite que a Justiça determine medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima.

Essas medidas têm o objetivo de interromper o ciclo de violência e garantir maior segurança às mulheres.

Segurança e proteção da comunidade

Para a Polícia Militar da Bahia, a implantação da Ronda Maria da Penha em Brumado representa um avanço importante no combate à violência doméstica.

A expectativa é que o programa contribua para:

  • ampliar a proteção às mulheres

  • reduzir casos de agressão

  • fortalecer a rede de apoio às vítimas

  • promover mais segurança na comunidade

As autoridades reforçam que a participação da sociedade também é fundamental, incentivando denúncias e apoio às vítimas.

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Fábio Souza
Publicitário, Locutor Comercial com mais de 30 anos no mercado e Radialista
DRT: 7198/DF

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