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Notícia de Brumado: Município e Estado fortalecem educação no sistema prisional

Publicada em: 01/03/2026 09:44 -

 

A educação como instrumento de transformação social voltou ao centro das discussões em Brumado. Em reunião realizada na tarde de quarta-feira (26), no gabinete do prefeito, representantes do Município e do Governo do Estado da Bahia alinharam estratégias para fortalecer o ensino dentro do sistema prisional. A iniciativa tem como foco garantir dignidade, ampliar oportunidades e contribuir para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio do conhecimento.

Participaram do encontro o superintendente da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia, Bacildes Terceiro, o prefeito Fabrício Abrantes e a secretária municipal de Educação, Ana Cristina dos Santos. O diálogo institucional reforçou a união entre Estado e Município na definição de metas concretas para o início do ano letivo dentro da unidade prisional.

Planejamento para o início do ano letivo

Um dos principais pontos debatidos foi a organização do calendário escolar para garantir que as aulas tenham início de forma estruturada. A parceria consolidou estratégias para fortalecer o Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ambiente prisional.

O alinhamento entre a gestão municipal e o Governo da Bahia busca assegurar:

  • Acesso às salas de aula dentro da unidade

  • Estrutura adequada para o funcionamento das atividades

  • Planejamento pedagógico compatível com a realidade dos internos

  • Continuidade do processo de ensino ao longo do ano

O objetivo é evitar interrupções e garantir que os estudantes privados de liberdade possam cumprir as etapas de ensino previstas.

Educação como direito garantido em lei

A Constituição Federal estabelece, no artigo 205, que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Esse princípio não exclui pessoas que estejam cumprindo pena.

Além disso, a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) prevê assistência educacional aos presos e determina que o ensino fundamental seja obrigatório, integrando o sistema escolar da unidade federativa.

Portanto, fortalecer a educação dentro do sistema prisional não é apenas uma escolha administrativa — trata-se de cumprimento de um direito garantido por lei.

O papel do EJA na ressocialização

O Programa de Educação de Jovens e Adultos é destinado a pessoas a partir de 15 anos que não concluíram o Ensino Fundamental ou Médio na idade regular. A modalidade permite finalizar etapas da educação básica em tempo reduzido, respeitando a trajetória de cada estudante.

No contexto prisional, o EJA ganha dimensão ainda mais relevante. Muitos internos interromperam os estudos precocemente e encontram na escola uma oportunidade concreta de reconstrução.

O ensino formal passa a representar:

  • Possibilidade de qualificação profissional futura

  • Ampliação de perspectivas de inserção no mercado de trabalho

  • Desenvolvimento de senso crítico

  • Fortalecimento da autoestima

Autoridades destacaram que investir em educação significa oferecer ferramentas reais para que o indivíduo possa recomeçar.

Redução da reincidência criminal

Estudos acadêmicos e políticas públicas apontam que a educação é um dos fatores que contribuem para a redução da reincidência criminal. Quando o apenado tem acesso à formação escolar, amplia suas chances de reintegração social ao deixar o sistema prisional.

A lógica é simples: conhecimento gera oportunidade. Oportunidade reduz vulnerabilidade. E menor vulnerabilidade diminui a probabilidade de retorno ao crime.

Durante a reunião, foi reforçado que a estratégia não se limita ao cumprimento de formalidades legais, mas visa resultados concretos na vida das pessoas atendidas.

União institucional fortalece metas

O encontro realizado em Brumado simboliza uma articulação entre esferas de governo. A presença do superintendente da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia demonstra o envolvimento direto do Estado nas ações.

Já a participação da gestão municipal reforça o compromisso local com a execução das políticas educacionais.

A cooperação institucional permite:

  • Compartilhamento de responsabilidades

  • Melhor uso de recursos públicos

  • Planejamento conjunto de metas

  • Monitoramento de resultados

Essa integração é considerada fundamental para que o projeto avance de forma consistente.

Educação como instrumento de cidadania

A escola dentro do sistema prisional deixa de ser apenas política pública e passa a se consolidar como instrumento de cidadania. O acesso ao conhecimento amplia horizontes e resgata a dignidade de quem busca reconstruir a própria história.

A ideia central é que aprender não pode ser privilégio. É direito. E direito deve ser assegurado mesmo em contextos de restrição de liberdade.

Ao fortalecer o ensino na unidade prisional, o poder público envia uma mensagem clara: a ressocialização é possível e passa pela educação.

Estrutura e desafios

Implementar ensino dentro de presídios envolve desafios específicos, como:

  • Adequação de espaços físicos

  • Segurança durante as aulas

  • Disponibilidade de professores

  • Materiais didáticos apropriados

Por isso, o planejamento prévio é essencial. A definição antecipada de metas para o início do ano letivo demonstra preocupação em evitar improvisos.

A expectativa é que o calendário seja cumprido com regularidade, garantindo continuidade pedagógica aos alunos.

Impacto social para além dos muros

Embora as aulas ocorram dentro da unidade prisional, os impactos ultrapassam seus muros.

Quando um interno conclui o Ensino Fundamental ou Médio, aumenta suas chances de inserção produtiva na sociedade após o cumprimento da pena. Isso repercute na família, na comunidade e na economia local.

Investir em educação prisional significa investir na segurança pública de forma preventiva.

Perspectiva de transformação

Durante a reunião, foi enfatizado que o ensino formal representa caminho para reconstrução de trajetórias. O conhecimento amplia escolhas e cria possibilidades antes inexistentes.

A esperança passa a ocupar espaço que antes era marcado por exclusão social e falta de acesso a direitos básicos.

A iniciativa demonstra que políticas públicas voltadas à ressocialização exigem ação integrada e compromisso permanente.

Compromisso reafirmado

O encontro no gabinete do prefeito consolidou metas e reforçou o compromisso conjunto de garantir o funcionamento adequado do EJA dentro da unidade prisional de Brumado.

A expectativa é que o início do ano letivo ocorra de forma organizada, assegurando aos internos que desejam retomar os estudos uma estrutura compatível com o processo de aprendizagem.

O avanço da educação no sistema prisional representa passo importante na construção de uma sociedade mais inclusiva, que reconhece o direito ao recomeço.

Acompanhe outras atualizações e informações relevantes em nossa cobertura especial de Notícia de Brumado, sempre com responsabilidade e compromisso com a verdade.


Fábio Souza - Publicitário, Locutor Comercial com mais de 30 anos no mercado e Radialista - DRT: 7198/DF

 
 
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