Tocando Agora: ...
PUBLICIDADE

Notícia de Brumado: neurociência muda a sala de aula em 2026

Publicada em: 07/02/2026 09:30 -

Em Brumado, professores da rede municipal iniciaram o ano letivo com uma reflexão profunda sobre cérebro, aprendizagem e inclusão durante a Jornada Pedagógica 2026 promovida pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). Entre os destaques do evento esteve a professora Patrícia Freitas, especialista em Neurociência Cognitiva, que apresentou fundamentos científicos para repensar práticas pedagógicas e formação docente.

A palestra não foi apenas teórica. Ela trouxe implicações diretas para o cotidiano escolar, desde a alfabetização até o atendimento a estudantes com necessidades específicas, reforçando que ensinar hoje exige conhecimento científico, planejamento e intencionalidade pedagógica.

Por que a neurociência importa na escola

Segundo Freitas, falar de neurociência na educação significa compreender como o cérebro aprende para melhorar resultados em sala de aula. Isso muda a lógica tradicional do ensino baseado apenas em conteúdo e disciplina.

Ela explicou que o cérebro não nasce pronto. Entre 0 e 6 anos, a estrutura cerebral ainda está em formação e depende fortemente das experiências do ambiente para se desenvolver adequadamente.

Isso significa que:

  • Estímulos adequados moldam conexões neurais

  • Falta de estímulo pode comprometer aprendizagens futuras

  • Brincar, interagir e explorar são formas legítimas de aprender

  • O ambiente escolar tem papel decisivo no desenvolvimento infantil

Em outras palavras, a escola não apenas transmite conhecimento — ela constrói cérebros aprendentes.

Neuroplasticidade: a grande aliada do professor

Um dos conceitos centrais abordados foi a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões a partir de experiências.

Freitas destacou que, na primeira infância, essa plasticidade é extremamente potente. Por isso, cada atividade pedagógica precisa ser:

  • Planejada

  • Sistemática

  • Intencional

  • Progressiva

  • Adequada à idade da criança

Estímulos soltos ou sem continuidade têm impacto menor. Já práticas bem estruturadas potencializam o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo.

Alfabetização transforma o cérebro

A palestrante trouxe evidências de estudos de neuroimagem, que mostram mudanças significativas no cérebro após o processo de alfabetização.

Aprender a ler e escrever não é apenas adquirir uma habilidade escolar — é reorganizar circuitos neurais responsáveis por linguagem, memória e atenção.

Isso implica que:

  • Alfabetização precoce e bem conduzida fortalece o cérebro

  • Dificuldades de leitura precisam ser tratadas com base científica

  • Métodos pedagógicos devem dialogar com achados da neurociência

Para Freitas, compreender esse processo ajuda professores a evitar rótulos e apostar em estratégias baseadas em evidências.

Muito além de ler e escrever

A professora enfatizou que a neurociência aplicada à educação não se limita à alfabetização. Ela também orienta o desenvolvimento de outras funções essenciais, como:

  • Atenção sustentada

  • Foco atencional

  • Controle inibitório (capacidade de pensar antes de agir)

  • Memória de trabalho

  • Autorregulação emocional

Essas habilidades são fundamentais para o sucesso escolar e para a vida adulta. A escola, portanto, precisa formar não apenas bons leitores, mas indivíduos capazes de pensar, concentrar-se e tomar decisões.

A escola de hoje é mais complexa

Freitas chamou atenção para um cenário desafiador: o aumento de diagnósticos de crianças atípicas nas salas de aula regulares.

Isso inclui estudantes com:

  • Transtorno do Espectro Autista (TEA)

  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

  • Dificuldades específicas de aprendizagem

  • Atrasos no desenvolvimento

Nesse contexto, o professor não pode mais atuar apenas com métodos tradicionais. Ele precisa de formação especializada, apoio pedagógico e respaldo institucional.

Inclusão não é apenas matrícula

Um ponto forte da palestra foi a crítica à ideia de que inclusão se resume a “colocar a criança na escola regular”.

Segundo Freitas, educação especial exige:

  • Planejamento individualizado

  • Currículo adaptado

  • Estratégias pedagógicas específicas

  • Avaliação contínua

  • Trabalho colaborativo entre professores e especialistas

A inclusão verdadeira acontece quando a escola se adapta ao estudante — e não o contrário.

Currículo flexível e funcional

Para atender à diversidade, o currículo precisa ser:

  • Flexível

  • Funcional

  • Personalizado

  • Baseado nas habilidades do aluno

  • Alinhado às necessidades reais de aprendizagem

Isso não significa reduzir expectativas, mas ensinar de forma diferente para alcançar resultados equivalentes.

O papel da Semed na formação docente

Ao promover a Jornada Pedagógica 2026, a Semed demonstra compromisso com a atualização profissional dos educadores de Brumado.

A presença de especialistas em neurociência indica uma visão moderna de educação, baseada em ciência, inclusão e qualidade.

A formação continuada fortalece:

  • Práticas pedagógicas

  • Segurança do professor em sala

  • Qualidade do ensino

  • Desenvolvimento dos estudantes

Impacto direto na sala de aula

As ideias apresentadas por Freitas têm efeitos práticos imediatos, como:

  • Planejamento mais consciente das atividades

  • Uso de estratégias baseadas em evidências

  • Olhar mais cuidadoso para dificuldades de aprendizagem

  • Valorização do desenvolvimento integral do aluno

  • Maior sensibilidade às diferenças individuais

O que muda para os estudantes

Para as crianças e adolescentes de Brumado, essa abordagem significa:

  • Aprender em um ambiente mais acolhedor

  • Receber ensino mais adequado às suas necessidades

  • Ter maior chance de sucesso escolar

  • Desenvolver habilidades socioemocionais

  • Ser tratado como sujeito de direitos e potencialidades

Educação do futuro começa agora

A mensagem central da Jornada Pedagógica é clara: educar hoje é unir ciência e prática.

Neurociência não substitui o professor — ela o fortalece.

Currículo inclusivo não enfraquece o ensino — ele o qualifica.

Formação continuada não é luxo — é necessidade.

Brumado na vanguarda educacional

Ao trazer temas como neurodesenvolvimento e inclusão, Brumado se posiciona como município preocupado com educação de qualidade e baseada em evidências.

Isso reforça a importância de políticas públicas voltadas para:

  • Formação docente

  • Inclusão escolar

  • Aprendizagem significativa

  • Desenvolvimento integral dos estudantes

Próximos passos na educação municipal

Espera-se que os aprendizados da Jornada Pedagógica se traduzam em:

  • Novas práticas em sala

  • Projetos pedagógicos inovadores

  • Acompanhamento mais próximo dos alunos

  • Parcerias com profissionais especializados

  • Fortalecimento da educação especial

Para saber mais

Acompanhe outras iniciativas educacionais no município em nossa editoria local:
Novidades na educação de Brumado

A Notícia de Brumado mostra que transformar a educação começa pelo professor — e que ciência e sala de aula podem caminhar juntas para formar cidadãos mais preparados, conscientes e capazes.

Compartilhe:
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...