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Notícia de Brumado e Rádio souzamix: motorista com CNH falsa é preso

Publicada em: 05/02/2026 07:20 -

Na tarde desta quarta-feira (04), em Brumado, um homem de 35 anos foi abordado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) durante fiscalização de rotina e acabou preso após apresentar uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa; ele foi levado à delegacia local, onde teve o flagrante lavrado e permanece à disposição da Justiça.

A ocorrência chamou atenção porque o condutor não apenas portava um documento irregular, como também não possuía habilitação válida para dirigir. O caso expõe falhas individuais, riscos no trânsito e a atuação rápida das autoridades para coibir fraudes documentais.

Como aconteceu a abordagem

A fiscalização ocorria em procedimento padrão da PRE, em trecho de rodovia que corta a região de Brumado. Os agentes solicitaram documentos do motorista, como ocorre em blitzes comuns.

O homem entregou a CNH aos policiais. À primeira vista, nada parecia fora do comum. Porém, ao consultar o sistema oficial, a equipe verificou que o documento não correspondia a nenhum registro válido.

A checagem digital foi decisiva. O nome do condutor não aparecia como habilitado no banco de dados do Detran. Diante disso, a PRE constatou a falsidade do documento e deu voz de prisão.

O suspeito não tentou fugir. Colaborou com os agentes. Mesmo assim, foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais.

Passo a passo da ação policial:

  • Abordagem de rotina em rodovia

  • Solicitação de documentos

  • Apresentação da CNH pelo motorista

  • Consulta ao sistema oficial

  • Identificação da irregularidade

  • Condução à delegacia

O que diz a polícia

O delegado Wendel Moreira, da 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), explicou que o crime ficou configurado assim que se comprovou a falsidade do documento.

Segundo ele, além de apresentar a CNH falsa, o motorista não possuía habilitação regular para dirigir em nenhuma categoria. Ou seja, não era um caso de documento vencido ou suspenso, mas de ausência total de registro.

Para o delegado, esse tipo de prática representa risco à segurança pública. Pessoas sem preparo técnico e legal podem causar acidentes graves.

Ele também ressaltou que as forças policiais estão preparadas para identificar documentos falsos por meio de sistemas integrados e tecnologia de verificação.

Crime e pena prevista em lei

O caso foi enquadrado como uso de documento falso, crime previsto no Código Penal brasileiro.

De acordo com a legislação, o uso de documento falso recebe a mesma pena da falsificação do documento (artigos 304 e 297 do Código Penal). A punição varia de 2 a 6 anos de reclusão, além de multa.

Isso significa que não se trata de uma simples infração administrativa. É um crime sério, com possibilidade de prisão e condenação.

O delegado destacou que a tipificação é clara. O homem apresentou um documento que sabia — ou deveria saber — não ser verdadeiro.

A audiência de custódia deverá ocorrer nos próximos dias, quando um juiz decidirá se ele permanece preso ou responde ao processo em liberdade.

Perfil do suspeito

A investigação preliminar revelou um dado curioso: o homem não possui antecedentes criminais. Ele tem emprego fixo e, até então, não era conhecido no meio policial.

Segundo o delegado, tudo indica que ele utilizou a CNH falsa para tentar trabalhar como motorista em uma empresa. A necessidade de habilitação teria motivado a fraude.

Esse detalhe não elimina o crime, mas pode ser considerado na análise judicial do caso.

Ainda assim, o risco assumido foi grande. Dirigir sem habilitação coloca em perigo o próprio condutor e terceiros.

Por que documentos falsos são um problema grave

A CNH não é apenas um papel. Ela certifica que o motorista passou por treinamento, exames médicos e avaliações práticas.

Quando alguém dirige sem habilitação:

  • Não passou por provas obrigatórias

  • Pode desconhecer regras básicas

  • Pode não ter habilidade técnica

  • Aumenta o risco de acidentes

  • Dificulta responsabilização em sinistros

Além disso, o uso de documento falso mina a confiança nos sistemas públicos e prejudica quem cumpre a lei.

Fiscalização em Brumado segue atenta

A atuação da PRE demonstra que a fiscalização na região não é apenas punitiva, mas preventiva.

Blitzes rotineiras ajudam a:

  • Retirar motoristas irregulares das ruas

  • Identificar veículos roubados

  • Combater fraudes documentais

  • Reduzir acidentes

  • Aumentar sensação de segurança

O caso serve como alerta para quem pensa em burlar a lei. A tecnologia atual permite checagem rápida e precisa.

O que acontece agora com o motorista

No momento, o homem encontra-se custodiado na delegacia de Brumado, aguardando audiência de custódia.

Nessa etapa, o juiz analisará:

  • Circunstâncias da prisão

  • Risco à ordem pública

  • Possibilidade de liberdade provisória

  • Necessidade de medidas cautelares

Independentemente da decisão, ele responderá criminalmente pelo uso de documento falso.

Se condenado, poderá cumprir pena em regime fechado, semiaberto ou aberto, dependendo da sentença final.

Impacto para empresas e empregadores

O caso também acende um alerta para empresas que contratam motoristas.

Empregadores devem:

  • Verificar autenticidade da CNH

  • Consultar sistemas oficiais

  • Evitar confiar apenas no documento físico

  • Exigir certidões quando necessário

Contratar alguém sem habilitação regular pode gerar problemas legais e responsabilidade em caso de acidentes.

Lições para a população

Para quem dirige ou pretende dirigir, a mensagem é clara:

  • Não tente burlar o sistema

  • Faça o processo regular de habilitação

  • Respeite a legislação de trânsito

  • Evite riscos desnecessários

O custo de uma CNH falsa é muito maior do que o investimento para tirar a habilitação legalmente.

Brumado em destaque na segurança viária

A ocorrência reforça que Brumado segue sob atenção constante das autoridades rodoviárias.

A cidade tem visto ações frequentes de fiscalização, orientação e prevenção no trânsito.

Essas iniciativas protegem vidas, reduzem acidentes e fortalecem a confiança da comunidade nas instituições.

 

O recado final é simples: dirigir é um direito, mas também uma responsabilidade.

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